Da promessa de acesso ao rebaixamento: os fatos que derrubaram o Paysandu em 2025

Sumário:

Belém (PA) – O Paysandu iniciou 2025 falando em voltar à Série A, mas terminou o ano rebaixado para a Série C após campanha marcada por erros de gestão, elenco curto e troca de treinadores.

Eleição e planejamento

No fim de 2024, Roger Aguilera venceu a eleição presidencial para o biênio 2025/2026. Declarado bicolor, o dirigente prometeu “novos rumos” no retorno à Série B. Em janeiro, o clube anunciou 11 reforços para todas as posições e manteve boa parte do grupo que subira da Série C. O nome de maior impacto foi o atacante paraense Rossi, ex-Vasco e Bahia, contratado como símbolo do projeto de acesso.

Início animador nos estaduais

As vitórias folgadas no Campeonato Paraense e o empate no primeiro RexPa alimentaram o otimismo. Na Copa Verde, o time passou por Porto Velho e Manaus, enquanto o rival Remo caía precocemente. Mesmo assim, o técnico Márcio Fernandes alertava para carências no elenco. Sem reforços, acabou demitido em fevereiro.

Trocas no comando

Luizinho Lopes assumiu com o discurso de “ajustes rápidos”. As contratações solicitadas, porém, não chegaram antes do início da Série B. A estreia terminou em derrota para o Athletico-PR na Curuzu, e a equipe estacionou na zona de rebaixamento, onde permaneceu em 35 das 38 rodadas.

Copa do Brasil expõe problemas

Contra o Bahia, já na terceira fase, o Paysandu foi eliminado com direito a goleada de 4 a 1 em Salvador. Lesões se multiplicaram, atletas reclamaram publicamente de desgaste e Luizinho foi dispensado após dez jogos sem vitória.

Última cartada no mercado

Em seguida, o clube apostou em Claudinei Oliveira e liberou recursos nas janelas subsequentes. Mais de dez jogadores chegaram, entre experientes e apostas. Houve reação pontual: sequência de dez partidas invicto e triunfo por 5 a 2 sobre o líder Coritiba fora de casa. O fôlego durou pouco.

Reta final sem forças

Com novas derrotas, Claudinei saiu e o Paysandu recorreu novamente a Márcio Fernandes, mas a equipe já estava desmobilizada. Veteranos foram afastados, garotos ganharam espaço e a Curuzu ficou vazia. O rebaixamento foi confirmado antecipadamente, após derrota para o Atlético-GO.

Números da campanha

A participação terminou com apenas 5 vitórias, 13 empates e 20 derrotas, registrando uma das piores temporadas da história recente do clube.

Saída de Aguilera

Em 22 de dezembro, Roger Aguilera renunciou ao cargo, passando a presidência ao vice, Márcio Tuma. A maior parte da torcida atribuiu à gestão a sequência de falhas que culminou na queda.

Assim, o ano que começou com discursos de ambição terminou com o Paysandu de volta à Série C e à procura de reconstrução para 2026.

Com informações de O Liberal

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