Júnior Rocha avalia empate no Re-Pa e destaca jovens do Paysandu

O técnico do Paysandu, Júnior Rocha, expressou satisfação com o empate obtido no clássico Re-Pa, disputado neste domingo no Mangueirão. Ele enfatizou a postura aguerrida da equipe, mesmo atuando com um jogador a menos durante todo o segundo tempo da partida.

Em sua coletiva de imprensa após o confronto, o treinador minimizou as discussões sobre o favoritismo do Remo, que atualmente está na Série A, enquanto o Paysandu compete na Série C. Rocha reafirmou sua crença no trabalho desenvolvido no clube alviceleste, ressaltando que o Papão demonstrou coragem ao pressionar o adversário desde o início do jogo.

Conforme o técnico, as comparações externas não influenciam o planejamento do time. "O que se fala fora, desconheço, porque não acompanho, não faço questão, porque isso vai só prejudicar. Valorizo nossas convicções. Minha escalação é no dia a dia, performance de treino", declarou.

Ele considera natural que haja a percepção de que um time da Série A deveria prevalecer sobre um da Série C, e por vezes não discorda, mas faz questão de apontar o potencial do elenco bicolor, cujo trabalho diário é visto como muito forte e organizado.

Rocha também contextualizou o processo de reestruturação que o Paysandu atravessa. Ele lembrou que a equipe que começou o clássico contava com poucos atletas remanescentes do elenco anterior. "Estamos reconstruindo a questão de modelo de jogo, estratégias. É um grupo novo, hoje estávamos com três remanescentes apenas. São atletas diferentes, não estão acostumados com o clima, mas vamos nos organizando todos os dias.

O comprometimento dos atletas tem sido fantástico", avaliou.

Um aspecto bastante sublinhado por Júnior Rocha foi a utilização de jogadores formados no próprio clube. Dos dezesseis atletas que entraram em campo no domingo, seis eram da base. Entre eles, o volante Brian Macapá, que teve bom desempenho antes de ser expulso no final do primeiro tempo. O técnico justificou a escolha por jovens talentos como parte de sua metodologia de trabalho. "Ninguém gosta de funcionário preguiçoso.

A gente não gosta de jogador cansado. Prefiro trabalhar com menino da base, que é sonhador, tem objetivos, do que um cara que vem aqui já de saco cheio de ser cobrado. Esses meninos vão se entregar ao máximo, não vão fazer corpo mole", explicou.

A aposta nos atletas mais jovens, segundo Rocha, também reflete uma reavaliação interna do clube. "Estamos trabalhando com os meninos da base por uma questão de custo. Cometemos alguns erros e agora estamos dando oportunidade. Não queremos quantidade, queremos qualidade", concluiu.

Dos 16 jogadores utilizados na partida, seis foram formados no clube, incluindo o volante Brian Macapá, que fazia boa atuação até ser expulso no fim do primeiro tempo.

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Com informações de Loja Lobo

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