O presidente Márcio Tuma traça um balanço positivo dos primeiros meses à frente do Paysandu: título paraense conquistado, base valorizada e um modelo de gestão sustentável em implantação. O desafio agora é manter o equilíbrio financeiro com mais de R$ 75 milhões em dívidas e uma Série C pela frente.

A chegada de Tuma à presidência, em dezembro de 2025, veio após a renúncia de Roger Aguilera. Em pouco mais de três meses no cargo, o dirigente já colhe um resultado concreto: o título do Campeonato Paraense, troféu que ajudou a restaurar a confiança da torcida bicolor depois de uma temporada marcada por turbulências dentro e fora de campo.

"Faço um balanço positivo em razão de termos conseguido reconquistar a confiança da torcida, com muito trabalho demonstrado até agora e com a oportunidade que demos para os jovens talentos da nossa base — sempre com o lema de responsabilidade administrativa e financeira para fazermos o Paysandu crescer de forma sustentável." — Márcio Tuma, presidente do Paysandu Sport Club

📉 As lições de uma temporada traumática

Tuma não esconde que 2025 foi um divisor de águas doloroso para o clube. O desempenho abaixo do esperado expôs fragilidades estruturais que vinham sendo ignoradas há anos — e a recuperação judicial escancarou o tamanho do problema.

"O ano passado foi muito traumático, mas também foi um ano de aprendizado. A gente aprende mais nas derrotas do que nas vitórias. As vitórias podem acobertar problemas internos; quando você tem um período de derrotas, toda a sua sistemática interna fica exposta." — Márcio Tuma
⚠️ Recuperação Judicial O Paysandu acumula dívidas superiores a R$ 75 milhões e dispõe de 180 dias para apresentar um plano de pagamento. A medida foi adotada para garantir fôlego financeiro sem comprometer as atividades esportivas do clube.
Evolução do Paysandu Sport Club em 2026 — gestão Márcio Tuma
Paysandu em processo de reconstrução: nova gestão, base valorizada e metas claras para 2026 (Loja Lobo)

💡 O modelo de gestão sustentável

Para Tuma, a recuperação administrativa e o desempenho esportivo são duas faces da mesma moeda — e nenhuma delas prospera sem a outra. Esse entendimento guia todas as decisões da atual diretoria.

"O que estou fazendo aqui é implantar um modelo de gestão em que acredito. Um modelo sustentável, em que receitas e despesas precisam se equilibrar e em que a base tenha oportunidade. Esses atletas podem nos ajudar no desempenho esportivo e também se tornar ativos importantes para o clube." — Márcio Tuma
"Na minha percepção, o Paysandu não vive duas recuperações — uma está interligada com a outra. Quando a bola entra no gol do adversário, é porque a retaguarda também está dando todo o suporte. O equilíbrio das finanças é parte necessária da recuperação dentro dos gramados." — Márcio Tuma

🤝 Um projeto coletivo

O presidente destaca que os resultados alcançados até agora são produto de um esforço conjunto que envolve toda a estrutura do clube — da diretoria aos atletas, passando pela comissão técnica.

"Os resultados que colhemos são fruto de um trabalho de grupo: uma união de propósitos feita por mim, pelos vice-presidentes, pela diretoria, pela comissão técnica, pelos atletas e por todos os empregados do clube. Essa soma de esforços possibilitou colher frutos de maneira tão precoce." — Márcio Tuma

A comissão técnica tem papel central nessa estratégia, especialmente na abertura de espaço para atletas formados na base bicolor. Segundo Tuma, o alinhamento de filosofia entre diretoria e comissão é um dos pilares do projeto.

"A comissão técnica que temos é qualificada e comprometida com os propósitos da presidência. Se hoje estamos dando oportunidades para atletas da base, é porque todos acreditam no projeto." — Márcio Tuma

⚽ Reforços e Série C: equilíbrio é a palavra

Com a Copa do Brasil e a Série C no horizonte, o dirigente admite que contratações pontuais serão necessárias — mas sem abrir mão do equilíbrio financeiro que define a gestão atual.

"Precisamos de reforços pontuais, porque sabemos que a Série C é uma competição longa. Algumas contratações devem ser feitas, mas nada que faça o elenco crescer muito, até porque precisamos equilibrar a necessidade de novos atletas com aquilo que o clube pode efetivamente pagar." — Márcio Tuma

🏗️ Infraestrutura: CT e Curuzu na mira

Além do campo, a gestão mira a modernização da infraestrutura do Papão. As metas incluem avanços no centro de treinamento e melhorias para o torcedor na Curuzu.

"A expectativa é concluir pelo menos a primeira etapa do CT até o final do ano. Na Curuzu estamos fazendo melhorias pontuais para o torcedor. Vamos inaugurar mais três bares até o final do ano e continuar trazendo melhorias. Enquanto não pudermos transformar o estádio em uma arena esportiva, seguimos fazendo ajustes possíveis." — Márcio Tuma
🏋️
Centro de Treinamento

Conclusão da 1ª etapa prevista para o final de 2026

🏟️
Estádio da Curuzu

Melhorias no torcedor: 3 novos bares inaugurados ainda em 2026

💰
Recuperação Judicial

Plano de pagamento de R$ 75 mi+ dentro de 180 dias

🌱
Base Bicolor

Jovens talentos com espaço garantido no elenco profissional

❓ Perguntas Frequentes

Quem é o atual presidente do Paysandu?
O advogado Márcio Tuma assumiu a presidência do Paysandu em dezembro de 2025, após a renúncia de Roger Aguilera, de quem era vice-presidente.
Qual é a dívida do Paysandu na recuperação judicial?
O Paysandu possui débitos superiores a R$ 75 milhões e tem 180 dias para apresentar um plano de pagamento ao processo de recuperação judicial.
O Paysandu vai contratar reforços para a Série C 2026?
Sim. O presidente Tuma confirmou contratações pontuais, sem expansão excessiva do elenco, priorizando o equilíbrio entre necessidade esportiva e capacidade financeira do clube.
Quais são as metas de infraestrutura do Paysandu para 2026?
A gestão prevê a conclusão da 1ª etapa do CT até o fim do ano e melhorias na Curuzu, com a inauguração de três novos bares para o torcedor bicolor.