Paysandu reforça departamento jurídico para recuperar credibilidade e evitar novas sanções

A temporada de 2026 marca o início de uma profunda reestruturação no Paysandu. Após um 2025 conturbado, com rebaixamento e renúncia presidencial, o clube coloca o Departamento Jurídico no centro das decisões para reorganizar finanças, prevenir crises de imagem e reduzir passivos trabalhistas.
Adesão ao Prorefis e busca por certidões
Sob a coordenação do advogado Bruno Castro, o Paysandu aderiu ao Programa de Regularização Fiscal do Pará (Prorefis), da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa). O parcelamento de débitos estaduais facilita a emissão de certidões negativas, condição considerada fundamental para atrair patrocínios e receber premiações, como os valores da Copa Verde.
Integração com o futebol
O Jurídico passou a participar das tratativas de contratação de atletas desde as primeiras conversas. Cada acordo é revisado para apontar riscos e sugerir ajustes. “Indicamos caminhos mais seguros; não temos poder de veto”, explica Bruno Castro. O setor também analisa contratos de patrocínio, franquias e demandas trabalhistas, ficando atrás apenas do Financeiro em volume de trabalho.
Redução de punições esportivas
A atuação preventiva refletiu no campo disciplinar: em 2024, o clube deixou de sofrer perdas de mando e multas frequentes em temporadas anteriores, graças à agilidade na gestão de processos no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
Negociações com elenco de 2025
Segundo o advogado Igor Cardoso, acordos foram fechados com mais de 90% dos jogadores que defenderam o time em 2025. Houve abatimentos em valores devidos, principalmente sobre direitos de imagem, e o pagamento segue o fluxo financeiro projetado pelo clube.
Passivo em discussão
Mesmo com avanços, ainda tramitam cobranças que somam R$ 14.026.518,26 referentes a atletas de 2025. Com a multa judicial de R$ 1,5 milhão por descumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2008, o montante discutido atinge R$ 15.526.518,26. O advogado Andrey Damasceno ressalta que são pedidos iniciais, não condenações definitivas.
Imagem: Internet
Casos individuais
A diretoria acompanha processos de ex-profissionais conhecidos. A ação trabalhista de Hélio dos Anjos está em segunda instância e pode chegar a Brasília, enquanto o litígio cível com Yago Pikachu corre sob sigilo; o clube solicitou a retirada do segredo de Justiça.
Fim de antecipações de receita
O Paysandu também quer romper com a prática de antecipar receitas futuras, comum até 2025. “Chegou um momento em que não havia mais o que antecipar; isso viciava a gestão”, afirma Bruno Castro. A nova política, sustentada por maior transparência, busca recuperar confiança no mercado.
Com a integração de setores, renegociação de dívidas e adoção de políticas fiscais mais rígidas, o Paysandu tenta equilibrar contas e restabelecer credibilidade para disputar a temporada de 2026 em condições mais favoráveis.
Com informações de Loja Lobo

Deixe um comentário