Com verba menor, Paysandu recorre à base e a contratações específicas para a Série C

Rebaixado para a Série C, o Paysandu entrou em 2026 com orçamento reduzido e necessidade de remontar o elenco dentro de limites financeiros mais rígidos. A solução encontrada pela diretoria foi mesclar atletas formados na Curuzu com reforços considerados adequados ao nível da terceira divisão.
Até agora, o clube manteve apenas dois jogadores da temporada passada e anunciou nove contratações: o goleiro Jean Drosny; os defensores Castro e JP Galvão; os meio-campistas Caio Melo, Henrico e Marcinho; além dos atacantes Danilo Peu, Ítalo Carvalho e Kleiton Pego. O zagueiro Yeferson Quintana renovou contrato, e mais de 12 atletas oriundos das categorias de base foram incorporados ao grupo principal.
Opiniões sobre o novo elenco
Para o colunista Pio Netto, a reformulação não surgiu por convicção técnica, mas por “cofre vazio” e pelo desgaste no mercado. O radialista Mathaus Pauxis concorda e observa que o clube reduziu drasticamente o número de contratações em relação a anos anteriores.
Pauxis avalia que os nomes anunciados correspondem ao perfil da Série C. Ele projeta Jean Drosny como titular no gol e vê Castro e Quintana como possíveis parceiros na zaga. Já JP Galvão, que atua na lateral direita e também como volante, ainda gera dúvidas quanto à utilização.
Entre os mais jovens, Henrico e Danilo Peu são tratados como apostas, enquanto Marcinho é apontado como o principal reforço até o momento. Pauxis também enxerga potencial de titularidade para Kleiton Pego e considera Ítalo Carvalho boa peça caso repita atuações anteriores na divisão.
Imagem: Internet
Carências e próximos passos
Apesar de considerar o saldo do mercado positivo, os analistas alertam para a profundidade do plantel. A lateral esquerda é vista como setor mais carente: apenas o jovem Cauã, da base, está disponível, enquanto Reverson aguarda definição clínica. A diretoria mantém negociações para reforçar a posição.
O primeiro teste oficial do novo Paysandu ocorrerá em 25 de janeiro, contra o São Raimundo, pela rodada de abertura do Campeonato Paraense. O desafio será equilibrar a necessidade de resultados com a realidade financeira e o processo de reconstrução em curso.
Com informações de O Liberal

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