Após 20 anos de atuação no clube, Roger Aguilera deixa a presidência do Paysandu

O empresário Roger Aguilera, 44 anos, oficializou nesta segunda-feira (22) a renúncia ao cargo de presidente do Paysandu Sport Club, encerrando mais de duas décadas de participação na política bicolor.
Terceira geração da família ligada ao Papão — relação iniciada pelo avô Raul Aguilera —, Roger ocupou funções como diretor de futebol e vice-presidente antes de ser eleito presidente em 2024. Naquela eleição, encabeçando a chapa “Raul Aguilera”, recebeu 689 votos, superando Felipe Fernandes, da chapa “Payxão & Mudança”, que obteve 244.
Ligação familiar e patrimônio
Entre as ações mais emblemáticas do ex-dirigente está a intermediação para a compra do terreno que abriga o CT Raul Aguilera, em Águas Lindas, Ananindeua. A área de 100 mil metros quadrados pertencia à família de Roger e foi adquirida pelo clube em 2016, na gestão de Alberto Maia. As obras de estruturação seguem sem prazo definido para conclusão.
Contexto da saída
A permanência de Aguilera tornou-se insustentável após o rebaixamento do Paysandu à Série C e o acesso do maior rival à Série A. Diante da pressão interna e externa, o presidente optou pela saída do cargo.
Reestruturação no futebol
Logo após o descenso, o dirigente promoveu ampla reforma no Departamento de Futebol, chamando ex-presidentes e nomes históricos do clube. A comissão passou a contar com Márcio Tuma, Diego Moura, Alberto Maia, Ícaro Sereni e Vandick Lima, este último como gerente de futebol. O grupo contratou o executivo Marcelo Sant’Ana e definiu Júnior Rocha como novo técnico, iniciando a montagem do elenco para a temporada.
Na mesma eleição que levou Aguilera ao poder, Diego Moura foi escolhido vice-presidente de Gestão e Márcio Tuma assumiu como vice-presidente de Operações.
Imagem: Internet
Com a renúncia, o estatuto prevê que o vice mais antigo assuma interinamente até a convocação de nova eleição ou conclusão do mandato, procedimento que será definido pelo Conselho Deliberativo.
Aguilera sai mantendo a marca de dirigente que mais tempo atuou em diferentes funções dentro do Paysandu nas últimas décadas, deixando em curso obras no centro de treinamento e um processo de reformulação esportiva.
Com informações de O Liberal

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